É.. vamos ter as Olimpíadas em 2016 0
É não podemos fazer mais nada, já foi, f*deu, teremos mais um evento esportivo de grandes proporções no Brasil.
Eu sou totalmente contra, sim. Não queria ter, nem uma copa do mundo, nem uma olimpíada, nem um pan-americano no meu país. Principalmente vendo como anda a nossa administração em geral.
Todos deveriam saber que, no pan-americano, foi gasto muito além do previsto. E já podemos imaginar como serão os gastos no rio 2016, basta um rápida pesquisa:
Rio ganha Olimpíadas de 2016 e Brasil já se prepara para gastar R$ 25,9 bi
(…)Com isso, encerra um sonho que começou em 1992 e que já custou mais de R$ 180 milhões só em candidaturas. Chicago e Tóquio também foram superadas pelos cariocas.(…)
fonte: Folha
Rio-2016: Comitê brasileiro gasta quase R$ 1 mi em hotel na Dinamarca
(…)A Rio-2016 deve gastar, na estimativa mais conservadora, R$ 900 mil para abrigar dirigentes, políticos, prestadores de serviços e atletas no Hotel SKT Petri. Segundo funcionário do comitê, 230 dos 268 quartos estão fechados para receber o estafe brasileiro.
Até hoje, a candidatura do Rio não divulgara oficialmente o número de integrantes da delegação. Mas ao menos 200 pessoas estarão em Copenhague com as contas pagas por verba privada e pública – alguns quartos serão escritórios.(…)
fonte: Folha
Não sei o que o lula, ou o COI fez, mas não consigo entender como o Rio foi escolhido, ainda mais sabendo que Madri já tinha 77% das instalações já prontas.
Muita gente pode vir defender, dizendo que isso vai ser bom para o Rio, que tudo vai melhorar e Blá Blá Blá… Mas ninguém concorda que já era para ser assim? Por que precisamos de um evento desses para que o básico seja feito? Talvez porque assim seja mais fácil de superfaturar, eles dizem que é emergencial, fazem tudo sem licitação e todo mundo fica mais rico. Como foi no PAN.
Bom, ainda indico esse texto:
JANIO DE FREITAS: As concorrências do dia
Na disputa pela Olimpíada de 2016, muita coisa sugere que a vitória verdadeira dos cariocas estará na derrota
AS DUAS CONCORRÊNCIAS que têm no dia de hoje um marco importante – uma como ponto de chegada e a outra como ponto oficial de partida – exibem três aspectos em comum: são controvertidas, têm custos desproporcionais às disponibilidades e não correspondem a necessidades reais. Olimpíada e avião de caça, não sabíamos, são bem parecidos.
Na disputa do Rio pela Olimpíada de 2016, muita coisa sugere que a vitória verdadeira dos cariocas estará na derrota. Olimpíadas exigem gastos monstruosos.
O Pan, de exigências e dimensões insignificantes em comparação com uma Olimpíada, em vez do propalado lucro deixou um fundo rombo no Rio, no Estado do Rio e no governo federal. Com esse montante jamais informado à sociedade pelos três governos, deixou também um rastro de falsos orçamentos, superfaturamento e gastos injustificáveis que ficaram na mais absoluta impunidade, mesmo nos casos comprovados pelo Tribunal de Contas da União ao fim de dois anos de protelação. E vários dos responsáveis pelo Pan são agentes da Olimpíada. Só para chegar à decisão de hoje em Copenhague, a estimativa é que já foram gastos entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões, o que já oferece pistas em diversos sentidos.
O Estado do Rio não tem dinheiro para bancar a sua parte em uma Olimpíada, como evidenciam as infinitas necessidades, gritantes na maioria, para as quais também não tem. Entre o disponível e as necessidades, a situação da Prefeitura do Rio não é melhor.
A Olimpíada significa, portanto, dois efeitos simultâneos sobre as duas administrações: deslocamento de verbas para os altíssimos custos e endividamento a comprometer fluminenses e cariocas por longo período. E essas obras de Olimpíada não trariam para o Rio as melhorias alegadas, porque nada têm a ver com as necessidades prioritárias. Assim como, para a cidade, as tais melhorias a serem deixadas pelo Pan só deixaram gastos.
Os quase dez meses de Eduardo Paes têm dado à administração da cidade movimentação e atenções que havia muito não se viam. Ainda nem tanto em termos de resultado, mas de clima, esse é um fator muito positivo que, em vez de ampliar-se para provocar uma grande virada, seria interrompido, pela concentração de todo o empenho municipal na preparação da Olimpíada.
E, cá entre nós, depois da grandiosidade e da beleza estupenda da Olimpíada na China, a pretensão de fazer uma por aqui não é ideia das mais equilibradas, não. Mas interesses, é claro, são outra história.
Os nossos atletas dos negócios olímpicos foram-se para as alturas do Hemisfério Norte e de lá vieram os representantes da Boeing, que fica no extremo noroeste dos Estados Unidos, e da Saab, que é na Suécia. Estes, mais do que para fazer hoje a entrega das propostas de seus caças, por preocupação com as reiteradas manifestações do governo brasileiro pelos aviões franceses. Já os representantes da Dassault – messieurs Sarkozy, Lula e Jobim – estão despreocupados até da queda em má hora de dois dos seus produtos. Na expressão sucinta e grossa de monsieur Jobim, “não tem a ver”, e ponto.
Mas tem. Nelson Jobim diz que a intenção é dar tudo por resolvido em dezembro. Encerra-se o prazo das propostas, porém, sem que a recente queda de dois caças da Dassault (Rafale) esteja explicada. O choque por erro humano é apenas presunção. A qual não exclui a hipótese, por exemplo, de que um súbito defeito levasse um dos caças a chocar-se com o outro, nos retornos que faziam juntos para o pouso. E não é pouco estranho que os radares do porta-aviões Charles de Gaulle não tivessem registrado o choque dos caças, capaz de explicar ao menos o tipo de movimento que o causou. Sem esquecer que esse novo avião teve mais uma queda, em dezembro de 2007, também sem causa divulgada.
Tudo tem a ver em uma competição limpa, e atenta para os interesses legítimos do país. Seja pensando em confronto esportivo ou confronto bélico.
Fonte: Folha de S. Paulo (para assinantes)









