Sou Legal no Trânsito 1

Quem nunca se estressou com o trânsito parado de cada dia? Ou você é que estressa os outros?
É fácil acusar os outros, não? Será que você só vê o que fazem com você mas não percebe o que faz com outros?

A minha impressão é que ninguém se acha importante para o trânsito: acha que vai parar em fila dupla, mas é rapidinho; acha que se distrair no semáforo fechado, nem vai atrasar o resto do mundo; acha que só porque o trânsito ta livre e não tá com pressa, pode andar devagar na faixa da esquerda; e tem os que se acham espertos, ele gosta de ir pela faixa dos ônibus, mas quando para, quer entrar na sua frente. Será que é tão difícil de saber viver em sociedade? Porque, para mim, saber viver em sociedade é ter noção de que tudo que você faz, não só no transito, vai afetar diretamente outra pessoa.
Sei que você pode achar exagero, mas quanto menos você atrapalhar os outros, mais tranquila será, tanto a sua viagem, como as dos outros.

Tudo isso para apoiar a nova campanha “Sou Legal no Trânsito” do DENATRAN, são 4 vídeos que curtos: No Cinema, No Elevador, No Fast-Food e No Supermercado. Gostaria que eles não parassem por ai, pois exemplos de falta de educação no trânsito é o que não falta.
Apesar de não acreditar que os ignorantes, que cometem esses atos, não se identificarão com essa campanha a ponto de refletir sobre sua atitude. Talvez por causa disso eu acho que todos que presenciarem atos como esses, deveriam exigir os seus direitos, não deixe que furem fila, não vamos deixar os folgados tomarem conta.

Espero que essa nova campanha do DENATRAN faça com que você reflita. Para que na próxima vez que pegar o carro, pense que você é o culpado pelo trânsito.

Mais informações no site da campanha: Sou legal no Trânsito

Cores, eu quero cores. 0

Para quem não sabe sou totalmente contra a ditadura dos carros pretos e pratas. Já comentei várias vezes sobre esse assunto, geralmente sobre reportagens sobre o tema, ou sobre algumas tentativas da derrubada da ditadura.

A última dessas foi o lançamento do Vectra GT Remix. Que dessa vez é Azul, um parecido com a cor usada nos carros esportivos da linha OPC europeia. O detalhe é que dessa vez a Chevrolet, não deve cometer a mesma burrice que cometeu com o primeiro lançamento do GT, onde na propaganda ele tinha uma exclusiva cor laranja, mas a cor não estava a venda.

Minha pergunta agora é: Vai vender?
Não sei, mas isso não vai depender da cor. Qualquer um que entrar no site promocional do carro, facilmente irá se encantar com o carro, mas lá estamos vendo uma carro photoshopado ao máximo, muito diferente do carro real. Este que pode ser visto no site da chevrolet, em sua pior imagem. Umas fotos sem graça, totalmente cruas e sem brilho. Me parece que foram tiradas em um dia nublado.

foto-gt

Eu desanimei com o carro exatamente quando eu vi essas fotos. Isso porque eu tinha visto umas fotos do carro antes dele ser lançado. Fotos tiradas de um celular, em uma garagem sem muita iluminação, e mesmo assim esse carro está muito mais impressionante e atraente que as fotos oficiais.

Uma boa apresentaçao do carro seria essencial para o sucesso da cor. Ainda não vi propagandas na televisão, mas acho que a cor deveria ser tratada como um diferencial, não como uma mera cor.
Mas a chevrolet tem que tomar cuidado, pois vender o gt por R$ 67.912,00* sendo que a fiat esta vendendo o punto t-jet por R$ 70.417,00*, sendo que tem um teto solar, não vai ajudar muito.

Outro erro é enganar o consumidor, como me parece estar acontecendo o vectra sedan. Onde a cor apresentada no comercial é muito mais azul que a cor da foto original.

foto-vectra

Outra enganação são os “monte o seu”, que parece que virou obrigação em sites de carro. Seria um feature muito interessante, caso funcionasse. Mas na realidade quase sempre chegamos a itens sem preço, com um “Consulte na sua concessionária os valores dos acessórios.”

Será que ninguém entendeu que carro não é uma pizza? ou um hamburguer? Não dá para comprar carro pela internet. Adoraria que desse, onde eu pudesse tirar o picles e colocar um pouco de gorgonzola. Quando alguém vai ter capacidade de fazer um site que apenas mostre o carro, especifique as motorizações, mostre os valores, ponha boas fotos do carro, de todas as cores disponíveis, pois trocar a cor do carro no photoshop é muito feio, não custa muito. Ou seja, dê as informações uteis. Acho que ninguém quer acabar o “monte o seu” e receber uma lista quilométrica de itens que o carro tem, importantes, mas que seja mais agradável de ler e visualizar, o ponto é que em geral são itens que não vão me influenciar na compra.

* versão mais completa de acordo com o “monte o seu” no site de cada uma. Alias, “Monte o seu” da chevrolet só funciona no Internet Explorer, pode acreditar!

Trânsito monocromático II 1

Quem acompanha o blog já deve ter notado a minha grande revolta com a cor do transito brasileiro. Apesar de ter um carro prata, confesso que até tentei achar um peugeot azul recife, acho meio absurdo a enorme quantidade de carros descoloridos. Entendo que tem muita gente que não quer cor mesmo, mas as montadoras nem, ao menos, te davam a opção. Mas isso está, ou deve, mudar. Ontem saiu saiu no Jornal do carro:

Cenário urbano mais colorido

Veículos pintados de tons chamativos atraem mais consumidores e superam projeções de vendas

ANAMORANO

O cenário já é conhecido: veículos de cores sóbrias dominam as ruas da Capital – e de outras cidades. A prata reina absoluta, mas há também tons variados de cinza e preto. Mas, se depender das montadoras, em breve o ambiente urbano ficará mais colorido. Todas as fabricantes vêm oferecendo mais opções a cada lançamento.

A cor promocional do Punto, por exemplo, é um tom de laranja bem chamativo. De acordo com informações da Fiat, ela representa mais de7% das vendas do hatch, ou cerca de 1.400das quase 19 mil unidades acumuladas de janeiro a maio deste ano. A expectativa inicial da fabricante era que esse tom representasse apenas de 2% das vendas.

Já a versão laranja que aparece na campanha do Vectra GT não está disponível para o carro. “Estamos arrependidos, pois é um sucesso de crítica”, diz Samuel Russel, diretor de Marketing da Chevrolet. Na falta desta, a empresa apostou no vermelho, que tem mais de 13% de participação nas vendas do modelo. Segundo Russel, esse tom tem só 2% do total do segmento de hatches médios comercializados no País.

Eu já tinha falado do erro aqui.

“No passado, era mais difícil diversificar, pois para pedir uma cor diferente era preciso encomendá- la com pelo menos três meses de antecedência”, diz Arnaldo Brazil, da consultoria Prime Action. Ele conta que as concessionárias, que eram responsáveis por fazer os pedidos, achavam que veículos das cores prata e preta eram mais fáceis de vender. Isso explica em parte o fato de a frota brasileira ser praticamente monocromática.

Como eu disse.

“Hoje o prazo caiu para cerca de 15 dias”, diz Brazil. Além disso, atualmente é o consumidor que configura o carro novo. “Por isso, a tendência é ver mais modelos coloridos nas ruas nos próximos anos.”

Para as autorizadas, ter um veículo com cor chamativa no estoque pode ser garantia de bons negócios. “Eles causam mais impacto e ajudam na hora de vender”, diz Sebastião Lira, gerente da Sandrecar, distribuidor Ford do Cambuci, na Zona Sul. “Também podem ser armas para conquistar novos clientes em segmentos específicos.”

Séra? Antes num tinha cor porque não vendia, agora mudou? Finalmente?

Lira conta que recentemente vendeu um Fusion vermelho (tom que passou a ser oferecido no carro mexicano a partir do final do ano passado) para uma mulher. “Essa cor é um atrativo a mais para as consumidoras, pois o sedã já tem apelo forte entre o público masculino.”

Segunda mão

No caso dos usados, os coloridos sofrem maior desvalorização, segundo lojistas da Capital. “Até há procura, mas o público que deseja tons mais sóbrios é bem maior”, afirma Luiz Esperança, dono de uma revenda multimarcas que fica na Vila Guilherme, Zona Norte. “Os coloridos costumam ficar mais tempo no estoque e geralmente têm preços menores.” Esperança diz que a exceção é o CrossFox. Há grande procura pelo VW amarelo, a cor de lançamento do hatch.

Volto a perguntar: Será? Ainda duvido que a mente do público tenha se transformado. Logicamente vou gostar, mas ainda num vejo sinais dessa mudança.
Nesse post, a Revolução colorida, eu mostro uma reportagem sobre o tempo de espera para quem quer um carro colorido e depois que as tentativas de carros esportivos coloridos estava fracassando pois as pessoas queriam mesmo é preto-e-prata. O fato é que temos que ter opções, preto prata e cores bonitas, não adianta fazer um vinho horrível ou um verde escuro ou um roxo com vergonha, assim é obvio que ninguém vai comprar. Outra coisa que não entendo é porque demora tanto para se pintar um carro, custa muito pegar alí o próximo que vai ser montado e pintar de acordo com o pedido do cliente?

Num tem opções porque? 0

Semana passada na Veja, tive uma pequena surpresa:

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Exatamente, Picanto deve colorir o transito, claro, se houver uma boa vontade do público. Assim eu espero.
Para quem não sabe eu já reclamei sobre o Picanto aqui no blog.

Mas hoje eu tive outra supresa:

Sushi à Pokémon

A Kia do Brasil está lançando a linha 2008-e-meio do Picanto, com novo design, apresentado mundialmente no final do ano passado e que começa a ser vendido aqui quase simultaneamente com a Europa. Na parte dianteira tudo foi mudado, dos faróis ao pára-choque, passando pela nova grade. O capô está mais alto e tudo ali foi bem arredondado. Na lateral, apenas as rodas de liga-leve de 14″ e os espelhos retrovisores (agora em formato trapezoidal, mas sem os repetidores mostrados nas fotos) foram modificados. A traseira apresenta novos elementos internos nas lanternas, com dois círculos, novos pára-choques e moldura de placa, além de um aerofólio mais bojudo. Apesar das más línguas dizerem está parecido com um Pokémon ou um carro chinês, o fato é que ele está mais integrado ao design atual da Kia, seguindo as tendência de design do Cee’d e do Sportage, por exemplo.

O interior sofreu menos modificações e, se por fora a Kia teve como objetivo atualizar o carro sem tirar o charme, aqui tudo foi mudado pra ficar mais sóbrio e discreto. O console central foi todo reestilizado, apresentando um design mais limpo. O sistema de som 2-din foi totalmente integrado ao visual e agora apresenta entrada auxiliar para aparelhos de MP3. Volante (agora sempre em couro) e painel de instrumentos foram modificados, ficando parecidos com o do Cee’d. A iluminação agora é alaranjada, abandonando o antigo e agradável tom verde. Pra quem curtia o interior colorido, com tonalidades de laranja ou azul, uma notícia triste: agora só há opção de bancos num tom de cinza bem claro, combinando com a parte de baixo do painel bi-color.

Isso faz parte da estratégia da Kia de integrar mais o carro ao gosto do brasileiro. Exatamente por isso, esqueça os Picantos coloridos que você vê por aí. A partir de agora e pelo menos por enquanto, só há opção por prata e preto, além de um tom de cinza inédito (veja na última foto do álbum ao lado). Se quiser sair da mesmice do trânsito nacional, vai ter de encomendar o vermelho, única opção diferenciada oferecida. Somente se houver muitos pedidos, a marca voltará a importar o amarelo, o verde, o azul e o laranja das fotos.

Na parte mecânica, nada muda: o câmbio manual vem em conjunto com o motor 1.0 de 60 cavalos (apesar de parecer novidade, já era padrão na linha 2008, apresentada no final do ano passado), enquanto a opção automática mantém o 1.1 de 64cv, ambos com 12 válvulas. A única novidade é a direção com assistência elétrica (antes exclusividade das versões diesel vendidas no exterior), mais precisa e leve em percurso urbano.

Agora vem a notícia que todo mundo vai gostar: o preço se manteve. Apesar de ter ganho o volante em couro e o som mais caro nas duas versões, os preços são os mesmos R$34.900,00 da versão manual e R$40.900,00 na automática, que acrescenta airbag para o motorista, controle remoto para as travas elétricas e sistema de descarga da bateria. A garantia se mantém a mesma de 5 anos, desde que se faça as revisões a cada dez mil quilômetros. Se você acha o carrinho caro, saiba que um Palio 1.0 com os mesmíssimos equipamentos sai por incríveis 42.500 reais, quase 2 mil reais a mais que a versão automática do carrinho coreano.

Se você não gosta do novo jeitinho Pikachu de ser do carrinho, porém, corra pras revendas da Kia e aproveite que o modelo atual está com descontos de até 3 mil reais. Quem tem, garante: se a dúvida na compra inclui o carrinho e você se simpatiza pelo modelo, vale a pena dar uma olhada.

Por Adriano Vieira

Fonte: AutoDiario.

Outra reportagem aqui: Jornal NH

E agora? Será verdade que eles vão tirar as cores? E essa propaganda é enganosa?
Espero que essas reportagens estejam enganadas, pois acho que sem opções será muito difícil de mudar o nosso Trânsito monocromático.

“É mais fresqinho porque vende mais, ou vende mais porque é mais fresquinho?” Brasileiro não compra carro colorido porque não tem, ou não tem carro colorido porque brasileiro num gosta de cor? Só sei que quero carros coloridos, espero ter um proximo, e sou um nicho que poderia ser explorado. Porque não fazer campanhas decentes mostrando o diferencial das cores?

Quem estiver procurando cores diferentes podem tentar o Sandero da Renault e o novo Palio da Fiat.

Revolução colorida 0

Motoristas que fogem da dupla preto-prata têm de enfrentar espera anormal pelo carro

CELSO DE CAMPOS JR.

No mercado automotivo brasileiro, a vida não é um arco-íris -ao menos no que diz respeito a quem está em busca de um carro que fuja de prata, preto, cinza e branco, cores dominantes no grisalho trânsito do país.
Com 72% dos carros na América do Sul pintados nesses tons, segundo a DuPont, a maior fornecedora de tintas para montadoras, é cada vez mais raro achar as ovelhas coloridas.
A consultora de RH Erika Knoblauch que o diga. Após perambular sem sucesso por diversas concessionárias à procura de um carro vermelho, encontrou na Honda a possibilidade de encomendar um Fit. Seria entregue em dois meses -mas ela teve de esperar cinco.
“Chegaram a me sugerir até comprar um branco e repintá-lo, o que não faz o menor sentido”, diz Knoblauch, fã dos rubros desde 1978, quando teve um Ford Corcel 2 vermelho.
Outra vítima da ditadura das cores foi o metroviário Gilberto Pinheiro de Araújo. Ao adquirir uma Fiat Palio Weekend vermelha, recebeu a promessa de que a perua estaria em sua garagem em 30 dias úteis.
“Vendi meu carro e prometi ao comprador entregá-lo em um mês, pois já estaria com o novo. Entreguei meu carro, mas nada de o zero chegar. Foram 70 dias úteis de espera.”
Knoblauch não se conforma com o encolhimento do mercado dos coloridos. “Na Audi, por exemplo, há fila de espera pelos carros vermelhos. Se há a demanda, por que não há oferta?”
A filial brasileira confirma que pode haver lista de espera aqui no Brasil por cores como vermelho e branco, por terem uma procura mais baixa.

Medo da revenda
Para a Honda, essa procura não é tão grande assim. “A revenda solicita o que quer receber, e acreditamos que seu pedido vise atender à demanda”, diz Marcos Martins, gerente de venda da montadora.
Procurada pela Folha, a Fiat não se pronunciou.
Ainda que sejam atraídos por cores exóticas, muitos motoristas fogem das cores mais ousadas pelo medo da depreciação na revenda. “É realmente uma exigência do mercado. Preto e prata costumam alcançar um melhor preço, além de venderem mais rapidamente”, confirma Andréa Lazaro, da AutoMottivo Multimarcas.
A psicologia também tem sua explicação. “Muita gente opta por preto ou prata nos carros porque busca status e sofisticação”, analisa o psicólogo Paulo Félix, da Associação Pró-Cor, que reúne profissionais de diversas áreas. “Mas a escolha por essas cores também revela insegurança, pois impede que os motoristas expressem seus verdadeiros sentimentos.”
Com tudo isso, a previsão para 2008 ainda é de nebulosidade na avaliação do designer de cores Marcos Quindici, da Rainbow Brasil. “A tendência é de inclusão de subtons coloridos no prata. Cores vivas ainda continuam identificadas com os modelos esportivos.”

Até esportivos se rendem à dupla, mais propensa a acidentes

Com a ampla propagação da onda grisalha no trânsito, até os modelos esportivos estão sob ameaça. Ainda que as montadoras sigam apostando nas cores alternativas, as vendas levam os esportivos para o lado negro -e prata- da força.
Quando o Civic Si chegou ao mercado, em março, a Honda apostou na cor vermelha. Nos primeiros dias de produção, 60% dos carros fabricados eram rubros, e 40%, pretos.
Mas, para atender a pedidos do mercado, a montadora incluiu o prata no “mix” de cores do Civic Si. Hoje, a cor vermelha restringe-se a 5%.
“O motorista quer o benefício do esportivo, mas com discrição”, diz Marcos Martins, gerente de venda da Honda.
Para o designer de cores da Rainbow Brasil Marcos Quindici, também nos esportivos a questão passa pelo bolso. “No Brasil, o carro é um investimento, e não objeto de consumo. É também um patrimônio, precisa se manter valorizado.”
A escolha, no entanto, deixa de lado a segurança. Quanto mais escuro o carro, mais está propenso a se envolver em acidentes, diz o Centro de Estudos de Acidentes da Universidade Monash (Austrália).
A análise dos dados de 1987 a 2004 em dois Estados australianos revelou que os carros pretos têm 12% mais chance de se envolver num acidente que os brancos, os mais seguros. Em seguida, aparecem os cinzas (11%), e os pratas, (10%). Vermelhos e azuis têm 7%.
O problema é o baixo contraste da cor do veículo com a do ambiente. À noite, a cor influi menos, pois os faróis praticamente a neutralizam.

Fonte: Folha de S.Paulo.

Finalmente alguém mais notou as cores do transito do brasil. Assunto que eu tinha abordado nesse post: Trânsito monocromático

Trânsito monocromático 0

Há muito tempo venho reclamando com as pessoas ao meu redor sobre as cores dos carros que rodam no Brasil atualmente.
Primeiro foi quando fui adquiri o meu carro, queria um corsa, mas acabei vendo um 206, me interessei muito por um de cor azul celeste, que já tinha visto por aí. Para minha surpresa ao entrar em contato com as concessionárias essa cor já não era mais produzida, e vendo melhor todas as cores disponíveis eram monocromáticas, ou com um tímido toque colorido. Acabei pegando um prata.

Dessa vez foi à vez da minha irmã ir atrás de um carro. E o escolhido foi o Picanto da Kia, um carro que recebeu esse nome por ter uma gama de cores bem diferente, todas bem chamativas e fortes, além do famoso preto e prata. Mais uma vez a concessionárias nos surpreendeu com a noticia que no Brasil só existiam Picantos preto e prata, porque os outros encalham. Será mesmo? Quantas pessoas que eu vejo que elogiam carros coloridos?
Uma funcionária da Peugeot chegou a se surpreender com o 307sw do meu pai que é azul marinho. Se você for olhar pelo mercado tunning deve perceber que são pouquíssimos carros pretos e prata. Pois ao “tunar” um carro cada um tenta se diferenciar e dar um toque pessoal ao carro. Na comunidade de Peugeot que participava a procura por um 206 azul celeste era grande.

Enfim, são inúmeros fatos com que me fazem pensar que cores podem ser bem vindas nos automóveis, e nada que um direcionamento certo e uma publicidade decente não os valorizem.
No caso do picanto, nenhuma publicidade foi feita, como então irão vender? No caso do stilo, até que houve, mas a importância da cor no carro não foi ressaltada, que em uma versão especial só apresentava cores vermelha e amarela. A Fiat não resistiu e foi obrigada a fazer a mesma versão em preto e prata.

Será que são maioria as pessoas que não compram carros coloridos tem medo de ser difícil de revender? Mas aí está um problema: você compra algo pensando em se desfazer dele? Cuide bem dele para que não tenha que se desfazer dele tão cedo. Acho que os carros coloridos devem ser valorizados, pois são poucos, ou seja, são difíceis de encontrar, o seu diferencial é justamente a cor. Caso as concessionárias dessem uma forcinha garanto que podemos colorir um pouco o transito desse país. Mas atualmente é muito difícil de comprar um carro colorido, não há nem a opção de se encomendar um carro colorido.
Todas as marcas tem uma cartela de cores, padronizada de marca a marca, em quase todas as concessionárias há um quadro com amostras de cores, mas se você perguntar ouvira um sonoro não. Já ouvi de estrangeiros que achavam que o país do carnaval, o país verde-e-amarelo tivesse tudo colorido e estranhou a quantidade de carros pretos e prata.

Aproveito para questionar a mania de achar que air-bag e ABS são opcionais de luxo, quando deveriam ser considerados como cinto de segurança, indispensáveis. É ridículo não haver carros básicos com esses equipamentos. Os fabricantes tentam economizar em todos os equipamentos possíveis, e mesmo assim temos os carros mais caros da historia, mesmo os que são fabricados aqui.

UPDATE:
Um dos motivos desse post foi que eu estava meio revoltado com a falta de cor dos carros, principalmente com o Picanto, carro que minha irmã tava vendo que acabei escrevendo um e-mail para a própria Kia.
Falei que era ridículo eles só vender carros preto e prata, que o Brasil precisa de cores, e quando um carro pode ter as cores ele num vendem, blá blá blá.
Mas para minha surpresa recebi uma ligação da Kia perguntando sobre o e-mail, se desculparam, afirmavam que vendem sim carros coloridos que a concessionária me deu uma informação errada.
Finalmente eu vi uma empresa seria, minha primeira experiência com um atendimento ao consumidor que me responde, e ainda por telefone. A Kia está de parabéns, espero que continues assim, mas que vendam carros coloridos, heehh…