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Censura: 'Este governo foi o único que mandou recados 0

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Esse cara fala mesmo!
É uma pena que o Casseta & Planeta tenha virado só parodia de novela.

Em entrevista à TV Estadão, Marcelo Madureira, do Casseta e Planeta, diz que governo não perde oportunidade de mostrar autoritarismo de forma velada

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Os criminosos "light" – Drauzio Varella 0

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Governo poderia fazer muita coisa, radicais ou não, mas enquanto as pessoas não pararem de consumir esse tipo de droga, nada vai mudar. Talvez se agirem na escolas, com uma boa conscientização, boa educação, poderemos ter uma geração que não fume.

Brasil deveria proibir uso de cores em maço de cigarro

Os americanosacabam de proibir o uso das palavras “light” e “ultralight” nos maços de cigarro.

Cigarros dessas marcas têm gosto diferente dos comuns, porque são tratados com diversos compostos químicos e utilizam outro tipo de filtro.
 
Você não será ingênuo a ponto de supor que as companhias produtoras lançaram essas marcas no mercado para proteger a saúde dos dependentes de nicotina. Não as subestime, leitor, estamos falando de organizações inescrupulosas chefiadas por malfeitores profissionais.

Há quarenta anos, elas o fizeram com a intenção malévola de conquistar o público feminino e os adolescentes e de dar aos homens que já fumavam a impressão de que concentrações menores de alcatrão e nicotina causariam menos câncer e doenças pulmonares.

Desde os anos 1950, os executivos que as dirigiam, os publicitários e os cientistas alugados por elas estavam cansados de saber que cigarros “lights” são ainda mais perniciosos porque contêm mais aditivos e por causa das características farmacológicas da nicotina.

Veja só. Qualquer droga inalada cai na circulação sanguínea muito mais depressa do que ao ser injetada na veia. No caso do fumo, são necessários apenas de seis a dez segundos para que a nicotina atinja o cérebro, velocidade que explica porque a primeira tragada traz alívio imediato à crise de abstinência do fumante.

Uma das características fundamentais da dependência química é que o controle da dose administrada não depende da força de vontade do dependente.

Como a nicotina se liga a receptores existentes nas membranas dos neurônios cerebrais, quando a droga é excretada, eles ficam vazios e o fumante entra em desespero. Aplacá-lo exige acender mais um, para que a droga absorvida nos alvéolos pulmonares chegue aos neurônios em concentração suficiente para ocupar todos os receptores disponíveis.

Desse modo, quem controla a quantidade de nicotina a ser absorvida em cada tragada é o cérebro do fumante. Se o cigarro é forte, poucas tragadas fornecem a dose necessária. Quando é mais fraco, elas se tornam mais profundas, demoradas, e o intervalo entre uma e outra encurta. Como consequência, a fuligem e os 6.000 compostos químicos resultantes da combustão do fumo entram em contato mais íntimo e destruidor com os brônquios e os alvéolos pulmonares.

Em documentação interna datada de 1983, tornada pública por ordem judicial, executivos da British American Tobacco (controladora da Souza Cruz, no Brasil) recomendavam a seus subalternos: “O ideal é que os cigarros de baixos teores não pareçam diferentes dos normais. Eles devem ser capazes de liberar 100% mais nicotina do que o fazem nas máquinas de fumar” -usadas nos testes oficiais.

Foram essas as razões que levaram as autoridades americanas a proibir a propaganda criminosa que insinua haver vantagens para a saúde nos cigarros “lights” e “ultralights”.

Com a falta de escrúpulos de sempre, entretanto, a reação das companhias produtoras foi imediata: criar embalagens de cores mais claras em substituição aos rótulos proibidos, contando que o usuário saberá reconhecer sua marca predileta. Pretendem mudar as cores dos maços para perpetuar o crime de falsidade ideológica cometido impunemente contra a população fumante, durante quase meio século.

Material que chegou às mãos do “New York Times” mostra que uma das companhias pretende adotar o seguinte código nas embalagens: maço vermelho para cigarros comuns; verde para os mentolados; azul, dourado e verde claro para os “lights”; prateado e alaranjado para os “ultralights”.

Estudo publicado em setembro do ano passado, no “European Journal of Public Health”, revelou que mulheres e homens adultos acreditam que cigarros com maços prateados ou dourados fazem menos mal e são mais fáceis de largar, e que os adolescentes tendem a experimentá-los com mais curiosidade.

O Brasil poderia inovar e dar um exemplo para o mundo, como fizemos no caso da Aids. Por que o Ministério da Saúde não proíbe completamente o uso de cores em maços de cigarros? As embalagens conteriam apenas o nome da marca sobre o fundo branco e as imagens de advertência atuais.

Não custaria um centavo para os cofres públicos. Bastaria ter coragem para enfrentar as demandas judiciais e resistir ao poder corruptor dos fabricantes.

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Aí é que está a graça! 0

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Dispensa comentários. Apenas leia.


O texto ficará mais extenso que o normal, mas não tem como ser diferente. Preciso contextualizar para que entendam onde quero chegar. Prometo ser o último post comprido que escrevo:

Jay Leno tinha um programa as onze da noite e foi para o horario nobre, as oito. Ele registrou ao vivo o momento que passou seu programa, o Tonight Show, para outro comediante, o Connan O´brien, que até então tinha um programa após Jay Leno chamado Late Night. Jay Leno então foi para as oito da noite com o Jay Leno ShowO´brien ficou as dez com o Tonight Show e no Late Show entrou Jimmy Fallon. Três comediantes seguidos na grade da NBC. Aconteceu uma trapalhada enorme quando Jay Leno não deu certo as oito e pediu de volta seu antigo programa. Isso colocaria na rua Conan O´brien ou Jimmy Fallon. Você entende melhor o caso se ler isso aqui, mas o importante é entender que houve uma crise envolvendo muitos comediantes no showbusiness americano e Jay Leno e Jeff Zucker, presidente da NBC, eram os “vilões” do momento.

O que me maravilhou nessa discussão é que todos comediantes em atividade na TV naquela faixa de horário entraram na briga durante semanas. George Lopez da TBS, fez piadas com O´brien insinuando que no futuro ele pediria esmola na rua. O´brien por sua vez fez piadas da sua própria situação e um dia começou seu show dizendo: “O presidente da NBC me proibiu de falar sobre o assunto. Mas ele não me proibiu de cantar”. Então ele cantou ofensas dirigidas a emissora e a Zucker.

No auge da tal crise, Jimmy Kimmel, da ABC, concorrente direto de Jay Leno, entrou ao vivo na NBC, na emissora e no programa do rival, e fez piadas que constrageu seu anfitrião Leno. A platéia? Cagou de rir.

Só pra terminar, David Letterman, do Late Show da CBS, principal concorrente de Jay Leno, aproveitou a ocasião, relembrou o passado, quando Leno puxou seu tapete. Durante semanas e semanas Jay Leno teve que aguentar as piadas de Letterman, que fazia uma vozinha de gay quando o imitava, além de literalmente o ouvir a todo momento chamar o presidente da NBC de “retardado”. No final da crise sabe o que aconteceu? Jay Leno, o alvo das piadas podres de Letterman, apareceu como garoto propaganda do programa de seu principal rival, onde mais uma vez teve que aguentar Letterman fazendo aquela vozinha!

Você conhece algum comediante no Brasil que entenda de comédia o suficiente para aceitar esse tipo de coisa de seus concorrentes? Conhece alguma emissora aqui que não seja provinciana a ponto de permitir que seus comediantes façam piadas abertamente sobre o que quiserem? Conhece uma grande parcela de público que entenda que o papel do comediante é falar sim o que ele quer, onde ele quer da forma que quer?

Antes de chegar onde quero só mais um pouco de paciência e me acompanhe. Preciso lembrar algumas outras coisas que já vi.

Lembro quando o Saturday Night Live execrou a republicana, na ocasião vice de McCain na corrida à presidencia, Sarah Palin. Tina Fey estava caracterizada como Pallin. Me surpreendi quando cortaram pro bastidor. Adivinha quem estava no estúdio assistindo tudo? Sarah Palin em pessoa! Quando você acha que a piada acaba, entra Alec Baldwin e começa a falar mais um monte de barbaridades na cara da governadora. No meio do programa a republicana, e não sua imitadora, entra e participa de um quadro.

Você conhece algum político no Brasil que tem o cérebro desenvolvido bastante para entender que ele se torna mais popular quando participa de uma piada e não quando a censura? Conhece alguem aqui que em plena época decisiva de eleição se colocaria a disposição para ser empalado por comediantes em praça publica porque entende perfeitamente que o humor pode ser usado a seu favor?

Essa é recente. Globo de Ouro 2010. Rick Gervais, comediante inglês, subiu ao palco com um copo de bebida alcoólica. Ele disse, em transmissão para o mundo todo, algo como: “Esse copo de bebida não é meu. Só trouxe ele aqui porque quero que entre Mel Gibson“. Todos riram com a chacota (pesada) sobre os escândalos de alcoólismo do astro de Hollywood. Sabe o que Gibson fez? Subiu ao palco e fingiu que estava bêbado. 

Tem ainda o caso pensando e roteirizado, nos extras do DVD de Trovão Tropical. Robert Downey Junior participa de uma sabatina de piadas pesadas sobre seu problema com drogas e escândalos com a polícia. No recente Zumbilândia Bill Murray satiriza seus trabalhos e ridiculariza algumas escolhas na carreira.

Você consegue imaginar alguma celebridade brasileira inteligente o bastante para embarcar numa piada que faz uma alusão óbvia e até agressiva sobre sua fraqueza, seus escândalos, sua má fama ou até mesmo sobre o seu peso ou escolhas erradas? Conhece alguém por aqui com bom senso o suficiente para não se ofender ou levar a sério quando um comediante pisa no seu mais dolorido calo?

Pra encerrar preciso lembrar de 2006, quando o comediante Stephen Colbert arregaçou, face a face, com transmissão ao vivo para todo o País, em uma cerimônia oficial, o homem mais poderoso do mundo na ocasião, o presidente dos Estados Unidos, George Bush.

Você consegue imaginar o Lula ou o próximo presidente da República, admitindo ouvir de um comediante muitas piadas (leia-se também verdades) sobre sua postura, suas mazelas, suas falhas, seu governo, sua popularidade? Acha que algum presidente teria assessores inteligentes o bastante para o aconselhar a fazer isso?

Ok. Agora acho que posso chegar onde quero.

A comédia americana fornece as maiores referêcias, os melhores profissionais, os mais hábeis escritores e as os momentos mais célebres porque o comediante é ousado, o seu alvo de piada é inteligente, seu público não é burro e o ambiente onde ela é desenvolvida respira liberdade.

Quando uma personalidade lá passa por escândalos, eles vão com as próprias pernas pagar seus pecados no programa de algum humorista. Eles fazem isso por 3 motivos:

1) Eles adoram quando um escandalo vira piada. É sinal que ele não precisa mais ser levado a sério.

2) Eles são seguros o suficiente para rir de si. Eles não são celebridadezinhas de novelinhas subdsenvolvidas. Não são coronelzinhos que foram eleitos a base de esmola em troca de voto. São astros internacionais. São políticos, podres como qualquer politico, mas realmente poderosos. O que construiram não é fragil como o que se constroe por aqui. A tortada de um humorista não os derrubam do pedestal onde estão.

3) Eles se tornam mais populares ainda porque dão ao público o que o público quer. E o que todo mundo quer é rir de uma boa piada. E uma boa piada pra eles sempre fala de uma grande verdade.

Nos meios de comunicação do Brasil reina a cultura padrão do estado, a cultura do Coronelismo. A emissora é um grande poder com mentalidade provinciana, ela é o coronel da classe artística. Não fale mal da Globo ou da Record, por mais podre que seja sua história, senão você nunca vai encher o rabo de dinheiro lá. Não posso também fazer piada com o casting da emissora que trabalho, senão eles me mandam embora. Fale mal das celebridades de novela, e os outros artistinhas vão te boicotar. Não fale certas piadas, senão certos jornalistas vão lançar a manchete que você blasfemou “uma ofensa”. Esse tipo de polêmica forçada vende bem para aquela parcela da massa que é burra o suficiente para não entender o termo P-I-A-D-A.

O linha do limite do humor no Brasil é muito apertada. E patética. A esperança dessa linha ser alargada está na ousadia dessa nova geração de humoristas. Mas não sei se vai rolar. Eu abro revistas e vejo amigos comediantes confortaveis dentro desse limite. Eles não estão fazendo piadas com o mundo das celebridades. Ao contrário. Vejo muito deles se divertindo nesse mundo, pedindo um alvará pra ser aceito e reconhecido como celebridade também. Sabe o aluno bagunceiro da sala que senta na última cadeira? Todos sabem que a qualquer momento pode ser alvo desse cara. Alguns acham graça e outros pensam “que droga que ele está na minha classe. Mas não tem jeito! Eu tenho que aguentar!”. Esse é o lugar do comediante na classe artistica. A última carteira da classe. Mas o que vejo são colegas de humor disputando a primeira fileira!

Não rola comédia de opnião por aqui. Isso pode desagrar as pessoas! Então somos genéricos. Só falamos mal em público de político em geral ou do que já foi preso. Dificilmente de um estabelecido. Isso pode gerar críticas da oposição. Já vi comediante fazendo piada no twitter e jornalista atrás de click vendendo aquilo como "ofensa grave". Mas isso não é tão  ruim. O ruim é ver o comediante por causa disso pedindo desculpas em público por ter falado o que esperam que ele fale: P-I-A-D-A.  Já li entrevista de um comediante muito talentoso dizendo: "na escola eu era amigo dos nerds e dos bagunceiros". Ele não quer se comprometer nem com o seu passado, afinal ele é um bom rapaz! Agrada todo mundo. O problema é que comediante não é o bom rapaz! Pense num comediante realmente grande, que foi reconhecido mundialmente pelo seu trabalho.

Pensou?

Então. Ele não era o bom rapaz. Ele era o moleque sem educação que falava  o que ninguém queria ouvir. Ele não é o seu herói. Ele é o seu anti-heroi.Se o senso de justiça do homem comum é agradar a todos, o do comediante é desagradar a todos igualmente. O comediante não é uma adorável companhia. Ele é um adorável Filho da puta! Isso é ser comediante de verdade!

Mas aqui no Brasil não se admira comediante de verdade. Porque a verdade não é admirável. Nossa cultura nos ensina a lucrar com a mentira. Rir com a verdade é algo que não entra na cabeça de ninguém por aqui. A verdade é feita para ser maquiada por aqui. A verdade não diverte ninguém. Assusta. Fiquemos então com o imitador de Silvio Santos, o burro que fala palavras erradas, e o atrapalhado que dá cambolhotas circenses. Eles não incomodam ninguém

E o comediante que ousar brincar com a verdade vai cair no esquecimento, de boicote em boicote. E pensando bem é possível que eu esteja indo, em poucos anos, exatamente para lá, para o esquecimento. Mas eu te juro que eu vou contando piada.

Eu realmente gostaria que no Brasil os alvos de piadas não se considerassem tão frágeis, o público não fosse tão limitado e os comediantes não fossem tão covardes.


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Escrito por Danilo Gentili

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Se prepara! Eu tô preparado! 0

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Se Prepara, por que ainda tem o http://porramichel.tumblr.com/

Instant Se Prepara!

Idéia por mim, desenvolvimento por @altendorfme, layout por @leonmartins.

Sigam o twitter também, que ai já não sou eu quem comanda, minha parte na coisa toda foi só dar a idéia do Instant: @seprepara.

Abraço a todos os envolvidos, e se preparem, porque eu tô preparada.

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CORINTHIANISMO – Blog do Juca 0

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“Se você gosta de futebol e já sabia que a rodada de domingo, 29/11, estava arranjada para favorecer o Flamengo antes mesmo de ela acontecer, aconselho que desista do esporte.”

Eu penso nisso a cada jogo.
Nunca liguei muito para futebol, comecei a acompanhar a pouco tempo, já não sei se deveria. Discordo de muita coisa, me revolto, como o texto continua: Porque futebol é isso: é o ópio do povo, é irracional e se pararmos para pensar, a gente para de gostar.

Podem estranhar um texto como corintiano no meu blog, ou achar que ele está aqui porque o São Paulo que foi o prejudicado. Mas além disso, eu gostei de ver alguém, do outro time, pensar como eu. Me identifico com o texto, porque eu não torço contra, acredito no mérito próprio, ganha quem merece.

CORINTHIANISMO

Por LEONOR MACEDO*

Se você gosta de futebol e já sabia que a rodada de domingo, 29/11, estava arranjada para favorecer o Flamengo antes mesmo de ela acontecer, aconselho que desista do esporte.

Que tente canalizar sua energia para algo mais legítimo, mais honesto, mais respeitoso, mais digno.

Porque futebol é isso: é o ópio do povo, é irracional e se pararmos para pensar, a gente pára de gostar.

É amor, é paixão, é utopia, é ingenuidade. É burrice.

Fui para Campinas, com toda a minha burrice e ingenuidade, confiando no discurso da diretoria do Corinthians e dos jogadores de que seria o “jogo do ano”.

Ronaldo prometeu uma chuva de gols, outros jogadores afirmaram que dariam o sangue, o técnico se irritou ao ser questionado sobre um possível favorecimento ao Flamengo para eliminar as chances do São Paulo ser campeão: “o Corinthians estará empenhado para ganhar. Se o São Paulo não fez a sua parte, não é um problema nosso.”

Acreditei e fui confiante!

Comprei meu ingresso mesmo sabendo que a renda do futebol seria destinada ao carnaval do centenário, em 2010.

Mesmo sabendo que o correto é utilizar a arrecadação do futebol com o futebol. Fui porque meu amor pelo futebol é muito maior do que meu ódio pelo carnaval.

Cheguei a Campinas cedo, ganhei uma carona de carro e almocei em um shopping relativamente próximo ao estádio.

Vi dezenas de corinthianos exibindo suas camisas orgulhosos, confiantes na equipe, assim como eu.

Porque me recuso a acreditar que algum corinthiano realmente estivesse interessado em uma derrota para o Flamengo apenas para prejudicar o São Paulo.

A rivalidade não pode ser maior do que a vontade de ver seu time ganhar qualquer coisa, até campeonato de Master.

Cresci aprendendo que existem apenas dois tipos de torcida no Brasil: a corinthiana e a anticorinthiana.

A nossa, até então, era a corinthiana.

Quando entrei no estádio (com uma entrada relativamente organizada nas catracas do Fiel Torcedor, diga-se de passagem), acomodei-me em um degrau semi-alagado e vi o Brinco de Ouro da Princesa lotar de corinthianos e flamenguistas, que também compareceram.

Foi quando Evandro Roman apitou e a vergonha começou.

Não falo apenas de erros grotescos de arbitragem porque, se eu sou ingênua a ponto de acreditar na hombridade de um elenco todo, sempre acreditei em juiz ladrão.

Falo de corpo mole, de recuar a bola para o goleiro em um ataque, de 90% de passes errados, de contusões inexplicáveis, da expulsão do nosso capitão, do nosso técnico.

De 10 jogadores caminharem dentro de campo (o único que tentou foi Defederico, que não fala português e que talvez não tenha entendido a recomendação de entregar uma partida), de um goleiro não tentar pegar a bola em forma de “protesto” contra a arbitragem (e o melhor protesto que ele podia ter feito ali era agarrar o pênalti e honrar os milhares de corinthianos que estavam na arquibancada).

De o nosso elenco fazer o que fez estampando o rosto de centenas de corinthianos na nossa camisa (a obrigação de ganhar a partida podia ser só por esse motivo).

De ouvir um meia do Corinthians que está de férias desde o fim do Campeonato Paulista justificar seus erros na arbitragem (concordo, Elias, que o juiz errou, é péssimo e tem que ser punido, mas quando foi que o Corinthians dependeu de juiz?).

De ver o nosso técnico ser expulso quando ele é o primeiro que tem que manter a cabeça fria para dar tranqüilidade ao elenco, honrando o salário milionário que ele recebe. E depois reclamar da arbitragem também, sendo que o próprio, no meio do campeonato, afirmou que a prioridade nunca foi o Campeonato Brasileiro, mas o time em 2010.

A prioridade, senhor Mano Menezes, é respeitar o torcedor do Corinthians e tentar vencer tudo o que se propuser a ganhar.

Eu não tenho seis meses de férias, nem ganho um centésimo do que o senhor ganha e trabalho com seriedade.

Saí do estádio sem conseguir falar uma palavra.

Atônita e surpresa sim, porque eu acreditava que o elenco do Corinthians pudesse, pelo menos, honrar aqueles que acreditavam.

Porque sempre acreditei que eu, como torcedora, pudesse ter alguma importância (mesmo que financeira) para o clube.

Voltei para São Paulo pensando que por muito menos a torcida expulsou do clube um dos maiores jogadores da história do futebol, o Rivelino.

Que, mesmo naquele contexto importantíssimo que é um Corinthians X Palmeiras, ele pode ter errado, mas jamais entregado uma partida a nosso rival.

Que a gente pode ter perdido um clássico, um título, mas que não perdemos a dignidade tanto quanto neste domingo, em Campinas.

Nem quando fomos rebaixados para a Série B.

Sei que a falta de dignidade não é única e exclusiva da diretoria do Corinthians.

No próximo fim-de-semana, por exemplo, é a última rodada do campeonato e o Grêmio anunciou que pode escalar o time reserva contra o Flamengo apenas para prejudicar o Inter.

Que o mesmo Inter entregou uma partida para prejudicar o Corinthians contra o Goiás, em 2007.

Que muitas pessoas consideram isso absolutamente normal no futebol e depois reclamam de ética em seu trabalho, nas relações pessoais, enfim, em sua vida.

O futebol é espelho de tudo isto.

Se a falta de dignidade não é única e exclusiva da diretoria do Corinthians e do elenco corinthiano, é com ela sim que eu me preocupo, porque eles, infelizmente, carregam o escudo que eu defendo.

Se todos os anos para mim terminam com o fim da temporada de futebol, 2009 foi o ano que terminou mais cedo.

Curarei minha ressaca futebolística longe de Corinthians X Atlético Mineiro.

Sei que a minha fé no futebol retornará assim que a ressaca passar.

Que eu encerrarei o papo de “não bebo mais” e continuarei enchendo a cara dessa cachaça.

Que seguirei acreditando que outro futebol é possível: com dignidade, honestidade e hombridade.

Com jogador que defende o escudo do clube acima de qualquer dinheiro, com dirigente que recusa mala branca e leva em consideração sua torcida, com elenco que não entrega a partida, com torcedor apaixonado que prefere ver o time ganhar a ver o rival se dar mal.

Morrerei velhinha acreditando.

E precisarei de dois caixões: um para mim e outro para a minha santa ignorância.

*Leonor Macedo é corintiana e jornalista.

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Feliz dia do Designer 0

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Eu não to nem aí para esse dia do Designer. Principalmente porque eu trabalhei normalmente nesse dia e não ganhei nada por isso, mas vendo o motivo) até que respeito.
De qualquer forma não pude deixar de me identificar com esse cartão!

5-design

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Se você resolver imprimir a internet… 0

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Belos infográficos, mas acho que eles vieram um pouco tarde demais. Quem lembra do garoto que tentou imprimir a internet em 2006?? eu achei a noticia no Wnews). Talvez com esses dados ele não teria nem apostado.

se voce imprimir a internet

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If You Printed The Internet … | CreativeCloud .

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20 More Useful Adobe Illustrator Menu Tips 0

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Esse post mostra vinte boas dicas para o Adobe Illustrator, mas a ultima, foi a que mais chamou atenção, pois, eu não sei porque, mas sempre tem aquele cliente, aquela gráfica, que pede para você mandar a arte em cdr, e para completar o corel é chato para abrir arquivos ai. Outra coisa é finalmente descobri uma utilidade para o .WMF (Windows Meta file).

(…)

20. Switching from Illustrator to Corel Draw

Sometimes Corel Draw doesn’t allow us to import .AI files due to some missing plug-ins. In such case, export your artwork as .WMF (Windows Meta file) from Illustrator. Before exporting a .WMF file, enlarge your artwork to almost 1200% larger size. After successful import in Corel, again resize it back to the original size.

This is done for a reason; the small objects with fine curves are treated as distorted polygonal shapes in the output. So, it will be good if the size of the objects is fairly large while exporting. The .WMF files containing gradients are rasterized while importing in Corel; so remove the gradients while exporting. You can re-color them in Corel Draw.

(…)

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Esqueça o apito 0

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Hoje o Juca disse tudo que queria dizer para um amigo esses dias. Ele colocava a culpa no juiz para alguns vacilos do Palmeiras.

Estava pensando em escrever um post sobre isso, dizendo praticamente o que o juca disse: Todo mundo erra. E não é porque o juiz é o neutro que o erro dele tem mais peso.

JUCA KFOURI

Definitivamente, o melhor é não dar bola aos árbitros, que erram muito, mas não mais que os jogadores

PEGUEMOS O jogo do Pacaembu entre Corinthians e Botafogo, 3 a 3.

A rigor, dos seis gols, três podem ser contestados.

O segundo e o terceiro gols do Corinthians em falta e pênalti cavados por Jucilei e por Jorge Henrique.

E o segundo do Botafogo, com a mão esquerda de André Lima, que depois ergueu as duas mãos ao céu, para agradecer ao “deuslize”.

Além disso, houve um provável pênalti em Victor Simões no primeiro tempo que o árbitro deixou passar em branco.

Resultado: o resultado do jogo, com arbitragem eletrônica, seria outro, bem diferente, talvez 3 a 2 para os cariocas.

Só que arbitragem eletrônica é um sonho que está longe de se realizar, razão pela qual o mais inteligente é tratar menos de arbitragens, porque apesar da fragilidade dos apitadores, temos de reconhecer que é covardia comparar o olho humano ao da TV.

E mesmo assim cabem ponderações: provavelmente o apitador de ontem, dirá que o lance em Victor Simões não foi mesmo nada, pura encenação, e que tanto Jucilei como Jorge Henrique de fato receberam apenas dois leves empurrões, mas suficientes para derrubá-los em terreno tão escorregadio como estava o gramado do Pacaembu.

E ao reconhecer a mão na bola de André Lima (3 a 2 para o Corinthians…) diria que é humano, que erra, e lembraria o gol de Maradona contra a Inglaterra ou o de Túlio contra a Argentina, ou o de…

Mas, se esperto, diria também que Jorge Henrique e Dentinho perderam dois gols feitos no primeiro tempo.

Que Mano Menezes demorou a tentar trancar o esfacelado Corinthians e que nada justifica o pênalti cometido pelo zagueiro botafoguense Léo Silva que atropelou Dentinho como uma jamanta desgovernada.

Porque é isso mesmo. Jogadores, técnicos, analistas de arbitragem, jornalistas em geral, também erram muito e será honesto reconhecer que o empate no Pacaembu se desenhava independentemente da arbitragem.

O raro leitor e a amável leitora já se deram conta de que não há mais uma entrevista de treinador que tenha perdido um jogo que não se livre da responsabilidade atribuindo-a ao apitador.

Há até aqueles que dizem não ter por hábito falar do árbitro para, em seguida, abandonar o discurso.

É claro que não dá para fazer a crônica desse 3 a 3 sem referência às lambanças, mas é de se ter sérias dúvidas se foram elas as responsáveis pelo placar final.

Como é de se lamentar a necessidade de ficar de olho no apito porque, de tempos em tempos, somos assolados por casos “Cattani”, em 1996, “Ivens Mendes”, em 1997, “Loebeling/Armando Marques”, em 2001, e, mais recentemente, o caso “Edílson Pereira de Carvalho”, em 2005.

Vale lembrar, porém, que quem mais reclama da solução encontrada em 2005 – a repetição dos jogos suspeitos – é quem hoje mais suspeitas lança sobre as arbitragens, o cartola Fernando Carvalho, do Inter, que lembra o senador Aloizio Mercadante, pois promete ir às últimas consequências, mas se curva, pragmaticamente.

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Vá Estudar, Zezinho! 0

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Esse texto diz tudo. Apesar de não querer jogar a Univeridade como única opção, eu a considero a melhor e mais eficiente para te iniciar, porque ai o seu dia-a-dia no trabalho vai terminar de te ensinar.

Vá Estudar, Zezinho!

por Paulo de Loyola

Volta e meia estoura uma discussão, seja em listas ou em botequins frequentados pela turma criativa, sobre a diferença entre os micreiros e os designers. Uns dizem que isso é tolice, que todo mundo é designer, outros dizem que saber operar um programa gráfico não faz de ninguém um designer. E arrasta-se a discussão por um bom tempo (ou muitos e–mails). Não vou entrar aqui na questão da formação universitária ou na da regulamentação da profissão; essas batatas quentes eu vou deixar para depois. Mas vamos colocar aqui que existe, sim, uma grande diferença.

Mas, espera um pouco, Zezinho! Antes de começar a me tacar mouses e tablets na cabeça, preste um pouco de atenção e leia até o fim. Já adianto que não estou dizendo que operadores de programas de computador são algum tipo de pessoas de segunda classe, como políticos, ou outra bobagem do tipo. Muito pelo contrário, a maioria deles é composta de profissionais extremamente competentes que dominam muito bem a ferramenta ou as ferramentas com as quais trabalham, muitas vezes melhor do que os designers em si. Ocupam um nicho de mercado de altíssima importância. Contudo, por outro lado, isso não faz deles designers — da mesma forma que um operador de gráfica, por melhor que seja, também não é um designer. Não é a ferramenta que faz um profissional. Eu posso aprender muito bem a usar as ferramentas de um pedreiro mas isso não vai fazer de mim um engenheiro civil. E da mesma forma que um engenheiro civil não constrói um prédio sozinho, o designer também não precisa, e muitas vezes não consegue, operacionalizar sozinho um projeto.

Porque um designer é, antes de mais nada, alguém que verifica conceitos, estabelece projetos a partir de uma metolodogia e determina sua melhor execução. Independente da ferramenta a ser utilizada. Essa ferramenta pode ser um programa de computador, uma tela de silkscreen, os velhos papel e lápis, ferramentas de corte para madeira ou um spray e um muro. Tudo isso vai depender do projeto a ser executado. Partir da ferramenta para desenvolver projeto é colocar o carro à frente dos bois, quase que literalmente. Isso é um erro primeiro por limitar o projeto às ferramentas dominadas ou disponíveis, depois por engessar o desenvolvimento normalmente a uma série de antecedentes já desenvolvidos naquela ferramenta (ou seja, vai pela moda). De qualquer maneira, Zezinho, se você não tem uma conceituação de projeto o seu resultado final vai ser sempre uma cópia ajustada de alguma coisa ou não vai atingir os objetivos propostos pelo seu cliente.

Conceito, meu caro, projeto. Tudo isso é mais do que essencial. Só que conceitos e projetos não são algo que “baixam” no designer que nem santo em terreiro e nem surgem por inspiração em noites estreladas. Eles são o resultado de um pensar estruturado e metodológico baseado em uma série de conhecimentos que se vai acumulando e adquirindo através de estudo constante. E, não adianta, esse conhecimento é teórico.

“A–HA!”, grita Juquinha, lá da terceira fileira do fundo, “Eu sabia que ele ia falar de universidade!”

Calma, amiguinho, calma. Universidade também se encontra nesse escopo. Um curso politécnico ou um bacharelado são métodos de se ter esse conhecimento concentrado em uma estrutura de aprendizado estruturada e fácil de ser acompanhada. Bem, pelo menos mais fácil do que se você tiver de sair catando essas informações por todo canto. Mas, claro que a faculdade não é a única maneira de se obter esse conhecimento. Com uma certa dose de força de vontade, paciência e uma ajuda de quem já conheça, tudo isso está disponível em livros, sites, cursos avulsos ou mesmo na velha relação mestre/discípulo, que não aparece só em filmes de kung–fu. O problema maior não é, porém, saber onde arrumar esses conhecimentos. É saber quais são esses conhecimentos.

Eis a má notícia, Zezinho… É justamente aquele conhecimento teórico chato de coisas que a gente normalmente fica coçando a cabeça querendo saber para que serve quando não os conhece mas que faz maravilhas nas mãos de quem os domina. Coisas com nomes estranhos como Gestalt, Semiótica, Semiologia, ou não tanto como História, Estética, Tipografia e outras do tipo. São essas teorias todas que, juntas, formam um corpo de informações que dão ao designer uma educação do pensamento e do olhar que lhe servirão, em última instância, para pegar todos os dados de um briefing e transformar aquilo em uma coletânea de conceitos focados e viáveis que serão utilizados para aquele tal de processo que falamos antes. Ah, e a tal da metodologia também é um desses conhecimentos teóricos. Sem essa teoria toda na cachola, os conceitos utilizados e o projeto resultante serão — perdoe–me a franqueza, Zezinho —, puro chute. É claro que você pode ser um daqueles que acerta a maioria dos chutes. Mas isso é contar com a sorte. Se eu dissesse que ao invés de trabalhar eu prefiro jogar na loteria todo mês para garantir meu salário você não acharia estranho? Pois é… É quase a mesma coisa.

Contudo, não se esqueça que essa teoria não vai adiantar de nada se você não souber colocá-la em prática. Teoria por teoria só é boa se você for um acadêmico ou para discussão em mesa de bar. Estudou? Aprendeu? Então transforme informação em conhecimento. Veja quais as melhores formas de aplicar aquela teoria no dia–a–dia profissional. Pense por si mesmo fora dos limites da caixa teórica e, assim, adicione o seu conhecimento (pensado, embasado e testado na prática) ao escopo dessa teoria. E não seja egoísta! Repasse esse conhecimento.

Mas… Tem sempre um mas, não é, Zezinho? Jamais, repito, jamais jogue teorias na cara do seu cliente. Não vai dar bom resultado, garanto. Ele não quer saber da sua teoria ou o quanto você é esperto. Ele quer ver os resultados. A teoria é a sua ferramenta de trabalho mais importante mas isso não significa que você precise exibí-la para quem não se interessa por ela. Com o cliente, esqueça a teoria e fale que nem gente.

Então, feche um pouco os seus tutoriais de Photoshop e Illustrator e vá procurar bons livros de teoria do design. Ou inscreva-se em um curso superior, ciclo de palestras ou seminários. Ou seja… Vá estudar, Zezinho!

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