Archive for October, 2010

O mal a evitar 0

Post direto do meu Google Reader:

Ainda quero fazer um post falando sobre minhas impressões sobre a política no pais. E esse editorial do Estadão consegue dizer tudo, muito melhor do que conseguiria!

- O Estado de S.Paulo

A acusação do presidente da República de que a Imprensa “se comporta como um partido político” é obviamente extensiva a este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside. E muito menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre “se comportar como um partido político” e tomar partido numa disputa eleitoral em que estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da democracia neste país.

Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, o Estado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País.

Efetivamente, não bastasse o embuste do “nunca antes”, agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir. O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção.

Não precisava ser assim. Luiz Inácio Lula da Silva está chegando ao final de seus dois mandatos com níveis de popularidade sem precedentes, alavancados por realizações das quais ele e todos os brasileiros podem se orgulhar, tanto no prosseguimento e aceleração da ingente tarefa – iniciada nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique – de promover o desenvolvimento econômico quanto na ampliação dos programas que têm permitido a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana. Sob esses aspectos o Brasil evoluiu e é hoje, sem sombra de dúvida, um país melhor. Mas essa é uma obra incompleta. Pior, uma construção que se desenvolveu paralelamente a tentativas quase sempre bem-sucedidas de desconstrução de um edifício institucional democrático historicamente frágil no Brasil, mas indispensável para a consolidação, em qualquer parte, de qualquer processo de desenvolvimento de que o homem seja sujeito e não mero objeto.

Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo: alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e, inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia – a começar pelo Congresso. E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? Este é o “cara”. Esta é a mentalidade que hipnotiza os brasileiros. Este é o grande mau exemplo que permite a qualquer um se perguntar: “Se ele pode ignorar as instituições e atropelar as leis, por que não eu?” Este é o mal a evitar.

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Economia: O Brasil que queremos – ou: porque eu voto Marina 0

Post direto do meu Google Reader:

O texto disse tudo. Espero que você vote com consciência, consciência de tudo que aconteceu no governo lula, tudo de ruim. Porque eu acho que por mais que ele tenha feito coisas boas, nada supera todas as noticias de corrupção que vejo nos jornais todo dia!

O Brasil que queremos – ou: porque eu voto Marina

Como eu nunca concordei com a idéia de que a imprensa TENHA de ser imparcial e sendo esse um blog pessoal, não vou me dar nem ao trabalho de esconder minhas opiniões, a começar pelo título. O texto a seguir expressa a minha opinião enquanto cidadão, nada mais.
Infelizmente, o Brasil é um país onde boa parte da população é incapaz de entender seu papel enquanto cidadão, enquanto a outra parte se finge de desentendido porque “sempre foi assim, não é agora que vai mudar”. Enquanto uns não conseguem enxergar e outros fingem-se de cegos, aqueles que já estão no poder “deitam e rolam”. É impossível abrir um jornal ou assistir a um noticiário sem, ao menos, um caso de corrupção. A corrupção não está apenas nos círculos políticos, ela é sistêmica no Brasil. Está no dinheiro pra “cervejinha” do guarda, na sonegação de impostos, no estranho costume de não se respeitar filas, no aceitar um troco errado na padaria. É o mundialmente conhecido “jeitinho brasileiro”.
Não é de se surpreender os inúmeros escândalos que assistimos e que acabam impunes. Faz parte da cultura do brasileiro tirar vantagem. A questão é: os políticos que vemos envolvidos em casos de corrupção não caíram do céu, eles foram ELEITOS. Ou seja, só estão na posição em que se encontram porque parte da população decidiu colocá-los lá. De certa forma, todos nós somos responsáveis pelos crimes que, alguns, cometem ocupando tais posições, tanto os que os elegeram quanto os que se calam com a impunidade.

Como solucionar o problema? Bem, não é tão fácil, mas é possível ao menos minorá-lo. A cultura do “jeitinho” não vai desaparecer de um dia pro outro, é preciso construir uma nova. Uma que não favoreça quem é “esperto” e que cobre punição aos desonestos. Especificamente na Política a mudança começa com seu voto. Conheça os candidatos em que vai votar amanhã, busque notícias e procure saber se eles já estiveram envolvidos em corrupção ou se têm débitos com a Justiça, conheça suas plataformas e seus planos para o Brasil, ou sua região. Esse conselho serve tanto para os cargos do Legislativo quanto pro Executivo.
O cargo de Presidente requer uma atenção especial, motivo pelo qual eu comecei este post. Quando elegemos um Presidente, não estamos apenas escolhendo alguém para administrar os assuntos do Governo Federal por quatro anos, ser executor da Administração Pública não tem segredo algum, qualquer um pode fazer. Isso porque quem realmente administra o Governo são os técnicos e demais funcionários públicos, não o Chefe do Executivo. Quando votamos para Presidente estamos elegendo um(a) LÍDER para a Nação, cujo objetivo é direcionar o país para o Futuro que queremos. E é exatamente isso o que se deve ter em mente amanhã quando formos às urnas.
Entre os principais candidatos concorrendo à essa eleição presidencial, muito se tem se discutido sobre a capacidade de gestão de cada um, mas, como eu disse, esse é o ponto mais irrelevante. O que é preciso se perguntar é: quem entre eles oferece melhores oportunidades de Futuro ao Brasil? Eu não tenho dúvidas que é a Marina. A Dilma não passa de um ventríloquo gaguejante, sem firmeza ou idéias próprias, o Serra é um “gerentão”, disposto apenas a manter o status quo e sem vontade de mudança, e o Plínio, apesar de engraçado, só faz matraquear idéias tão velhas quanto ele, idéias estas completamente descabidas no cenário atual.
Marina Silva é a única candidata que apresenta novidades, idéias coerentes e sólidas para firmarmos as bases para o Brasil finalmente ser o - tão prometido e nunca alcançado - país do futuro. A começar pela Educação, base para qualquer sociedade, passando pelo Meio Ambiente e Responsabilidade Social. É preciso pensar a longo prazo em relação ao que queremos para a Nação e, a meu ver, a Marina é a melhor opção que temos.
Não caia na falácia de que votar em alguém que não está na frente nas pesquisas é desperdiçar seu voto. Voto não é aposta, é opinião. E se você compartilha a opinião da Marina de que o Brasil que queremos deve ser “economicamente próspero, socialmente justo, culturalmente diverso e ambientalmente sustentável”, vote 43 amanhã e torne este Brasil possível. Seja mais um e juntos seremos MILHÕES.
Clique na imagem acima e visite o site da Marina. Conheça as propostas e colabore com a campanha.

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