Archive for August, 2009

Esqueça o apito 0

Post direto do meu Google Reader:

Hoje o Juca disse tudo que queria dizer para um amigo esses dias. Ele colocava a culpa no juiz para alguns vacilos do Palmeiras.

Estava pensando em escrever um post sobre isso, dizendo praticamente o que o juca disse: Todo mundo erra. E não é porque o juiz é o neutro que o erro dele tem mais peso.

JUCA KFOURI

Definitivamente, o melhor é não dar bola aos árbitros, que erram muito, mas não mais que os jogadores

PEGUEMOS O jogo do Pacaembu entre Corinthians e Botafogo, 3 a 3.

A rigor, dos seis gols, três podem ser contestados.

O segundo e o terceiro gols do Corinthians em falta e pênalti cavados por Jucilei e por Jorge Henrique.

E o segundo do Botafogo, com a mão esquerda de André Lima, que depois ergueu as duas mãos ao céu, para agradecer ao “deuslize”.

Além disso, houve um provável pênalti em Victor Simões no primeiro tempo que o árbitro deixou passar em branco.

Resultado: o resultado do jogo, com arbitragem eletrônica, seria outro, bem diferente, talvez 3 a 2 para os cariocas.

Só que arbitragem eletrônica é um sonho que está longe de se realizar, razão pela qual o mais inteligente é tratar menos de arbitragens, porque apesar da fragilidade dos apitadores, temos de reconhecer que é covardia comparar o olho humano ao da TV.

E mesmo assim cabem ponderações: provavelmente o apitador de ontem, dirá que o lance em Victor Simões não foi mesmo nada, pura encenação, e que tanto Jucilei como Jorge Henrique de fato receberam apenas dois leves empurrões, mas suficientes para derrubá-los em terreno tão escorregadio como estava o gramado do Pacaembu.

E ao reconhecer a mão na bola de André Lima (3 a 2 para o Corinthians…) diria que é humano, que erra, e lembraria o gol de Maradona contra a Inglaterra ou o de Túlio contra a Argentina, ou o de…

Mas, se esperto, diria também que Jorge Henrique e Dentinho perderam dois gols feitos no primeiro tempo.

Que Mano Menezes demorou a tentar trancar o esfacelado Corinthians e que nada justifica o pênalti cometido pelo zagueiro botafoguense Léo Silva que atropelou Dentinho como uma jamanta desgovernada.

Porque é isso mesmo. Jogadores, técnicos, analistas de arbitragem, jornalistas em geral, também erram muito e será honesto reconhecer que o empate no Pacaembu se desenhava independentemente da arbitragem.

O raro leitor e a amável leitora já se deram conta de que não há mais uma entrevista de treinador que tenha perdido um jogo que não se livre da responsabilidade atribuindo-a ao apitador.

Há até aqueles que dizem não ter por hábito falar do árbitro para, em seguida, abandonar o discurso.

É claro que não dá para fazer a crônica desse 3 a 3 sem referência às lambanças, mas é de se ter sérias dúvidas se foram elas as responsáveis pelo placar final.

Como é de se lamentar a necessidade de ficar de olho no apito porque, de tempos em tempos, somos assolados por casos “Cattani”, em 1996, “Ivens Mendes”, em 1997, “Loebeling/Armando Marques”, em 2001, e, mais recentemente, o caso “Edílson Pereira de Carvalho”, em 2005.

Vale lembrar, porém, que quem mais reclama da solução encontrada em 2005 – a repetição dos jogos suspeitos – é quem hoje mais suspeitas lança sobre as arbitragens, o cartola Fernando Carvalho, do Inter, que lembra o senador Aloizio Mercadante, pois promete ir às últimas consequências, mas se curva, pragmaticamente.

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Vá Estudar, Zezinho! 0

Post direto do meu Google Reader:

Esse texto diz tudo. Apesar de não querer jogar a Univeridade como única opção, eu a considero a melhor e mais eficiente para te iniciar, porque ai o seu dia-a-dia no trabalho vai terminar de te ensinar.

Vá Estudar, Zezinho!

por Paulo de Loyola

Volta e meia estoura uma discussão, seja em listas ou em botequins frequentados pela turma criativa, sobre a diferença entre os micreiros e os designers. Uns dizem que isso é tolice, que todo mundo é designer, outros dizem que saber operar um programa gráfico não faz de ninguém um designer. E arrasta-se a discussão por um bom tempo (ou muitos e–mails). Não vou entrar aqui na questão da formação universitária ou na da regulamentação da profissão; essas batatas quentes eu vou deixar para depois. Mas vamos colocar aqui que existe, sim, uma grande diferença.

Mas, espera um pouco, Zezinho! Antes de começar a me tacar mouses e tablets na cabeça, preste um pouco de atenção e leia até o fim. Já adianto que não estou dizendo que operadores de programas de computador são algum tipo de pessoas de segunda classe, como políticos, ou outra bobagem do tipo. Muito pelo contrário, a maioria deles é composta de profissionais extremamente competentes que dominam muito bem a ferramenta ou as ferramentas com as quais trabalham, muitas vezes melhor do que os designers em si. Ocupam um nicho de mercado de altíssima importância. Contudo, por outro lado, isso não faz deles designers — da mesma forma que um operador de gráfica, por melhor que seja, também não é um designer. Não é a ferramenta que faz um profissional. Eu posso aprender muito bem a usar as ferramentas de um pedreiro mas isso não vai fazer de mim um engenheiro civil. E da mesma forma que um engenheiro civil não constrói um prédio sozinho, o designer também não precisa, e muitas vezes não consegue, operacionalizar sozinho um projeto.

Porque um designer é, antes de mais nada, alguém que verifica conceitos, estabelece projetos a partir de uma metolodogia e determina sua melhor execução. Independente da ferramenta a ser utilizada. Essa ferramenta pode ser um programa de computador, uma tela de silkscreen, os velhos papel e lápis, ferramentas de corte para madeira ou um spray e um muro. Tudo isso vai depender do projeto a ser executado. Partir da ferramenta para desenvolver projeto é colocar o carro à frente dos bois, quase que literalmente. Isso é um erro primeiro por limitar o projeto às ferramentas dominadas ou disponíveis, depois por engessar o desenvolvimento normalmente a uma série de antecedentes já desenvolvidos naquela ferramenta (ou seja, vai pela moda). De qualquer maneira, Zezinho, se você não tem uma conceituação de projeto o seu resultado final vai ser sempre uma cópia ajustada de alguma coisa ou não vai atingir os objetivos propostos pelo seu cliente.

Conceito, meu caro, projeto. Tudo isso é mais do que essencial. Só que conceitos e projetos não são algo que “baixam” no designer que nem santo em terreiro e nem surgem por inspiração em noites estreladas. Eles são o resultado de um pensar estruturado e metodológico baseado em uma série de conhecimentos que se vai acumulando e adquirindo através de estudo constante. E, não adianta, esse conhecimento é teórico.

“A–HA!”, grita Juquinha, lá da terceira fileira do fundo, “Eu sabia que ele ia falar de universidade!”

Calma, amiguinho, calma. Universidade também se encontra nesse escopo. Um curso politécnico ou um bacharelado são métodos de se ter esse conhecimento concentrado em uma estrutura de aprendizado estruturada e fácil de ser acompanhada. Bem, pelo menos mais fácil do que se você tiver de sair catando essas informações por todo canto. Mas, claro que a faculdade não é a única maneira de se obter esse conhecimento. Com uma certa dose de força de vontade, paciência e uma ajuda de quem já conheça, tudo isso está disponível em livros, sites, cursos avulsos ou mesmo na velha relação mestre/discípulo, que não aparece só em filmes de kung–fu. O problema maior não é, porém, saber onde arrumar esses conhecimentos. É saber quais são esses conhecimentos.

Eis a má notícia, Zezinho… É justamente aquele conhecimento teórico chato de coisas que a gente normalmente fica coçando a cabeça querendo saber para que serve quando não os conhece mas que faz maravilhas nas mãos de quem os domina. Coisas com nomes estranhos como Gestalt, Semiótica, Semiologia, ou não tanto como História, Estética, Tipografia e outras do tipo. São essas teorias todas que, juntas, formam um corpo de informações que dão ao designer uma educação do pensamento e do olhar que lhe servirão, em última instância, para pegar todos os dados de um briefing e transformar aquilo em uma coletânea de conceitos focados e viáveis que serão utilizados para aquele tal de processo que falamos antes. Ah, e a tal da metodologia também é um desses conhecimentos teóricos. Sem essa teoria toda na cachola, os conceitos utilizados e o projeto resultante serão — perdoe–me a franqueza, Zezinho —, puro chute. É claro que você pode ser um daqueles que acerta a maioria dos chutes. Mas isso é contar com a sorte. Se eu dissesse que ao invés de trabalhar eu prefiro jogar na loteria todo mês para garantir meu salário você não acharia estranho? Pois é… É quase a mesma coisa.

Contudo, não se esqueça que essa teoria não vai adiantar de nada se você não souber colocá-la em prática. Teoria por teoria só é boa se você for um acadêmico ou para discussão em mesa de bar. Estudou? Aprendeu? Então transforme informação em conhecimento. Veja quais as melhores formas de aplicar aquela teoria no dia–a–dia profissional. Pense por si mesmo fora dos limites da caixa teórica e, assim, adicione o seu conhecimento (pensado, embasado e testado na prática) ao escopo dessa teoria. E não seja egoísta! Repasse esse conhecimento.

Mas… Tem sempre um mas, não é, Zezinho? Jamais, repito, jamais jogue teorias na cara do seu cliente. Não vai dar bom resultado, garanto. Ele não quer saber da sua teoria ou o quanto você é esperto. Ele quer ver os resultados. A teoria é a sua ferramenta de trabalho mais importante mas isso não significa que você precise exibí-la para quem não se interessa por ela. Com o cliente, esqueça a teoria e fale que nem gente.

Então, feche um pouco os seus tutoriais de Photoshop e Illustrator e vá procurar bons livros de teoria do design. Ou inscreva-se em um curso superior, ciclo de palestras ou seminários. Ou seja… Vá estudar, Zezinho!

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Twitter anuncia ferramenta para retuitar 0

Post direto do meu Google Reader:

Será o fim do retuites para mim? Será que vou poder desativar todos esse ruídos?
Mal posso esperar, mesmo porque já estava cansado de esperar por um cliente de twitter que tivesse um filtro decente!

O Twitter acaba de anunciar em seu blog uma ferramenta oficial para o retuites (RT). Como a função foi criada pelos usuários para encaminhar mensagens identificando o autor, ela ainda não é automática no site.

Assim, toda vez que uma pessoa quer encaminhar um post, precisa copiar a mensagem do outro, colocar uma @ antes do nome e um RT no início. Ou usar um dos programinhas de desktop, que fazem isso de forma mais fácil.

Agora o projeto do Twitter, que deverá está no ar nas próximas semanas, identificará as mensagens que foram encaminhadas. A equipe de Biz Stone e companhia também pensou na possibilidade de desativar a ferramenta, caso você se irrite com tantos retuites.

Esse passo do Twitter, que é importante e certamente poderia ter ocorrido antes, mostra como o repasse de informações mudou desde que o site se tornou mais popular. Cada diz mais vemos as pessoas que seguimos como filtros do que queremos ler, cada uma em sua área de especialidade (ou de generalidades). E é importante perceber também como a equipe do Twitter incorporou uma criação dos usuários.

Renata Leal

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Conhecimentos Gerais, NOSSO II 0

Finalmente uma resposta para o “Americanos não são estúpidos“, apesar de já imaginar que seria assim e ter sido confirmado na reportagem da veja que postei aqui também.

Fume, mas não aqui! 0

A lei anti-fumo entrou em vigor e não posso esconder como estou feliz, quem frequenta o meu blog já deve saber. Agora posso voltar a ir nas baladas, que, querendo ou não, sofrer com olho ressecado, cheiro horrível, a roupa fedendo, era um fator desanimador, sem falar no fumante passivo que eu me tornaria.

O que mais me assusta é essa polêmica. Eu não entendo como tem tanta gente, pessoas que eu respeito, que por um motivo que desconheço, são contra a lei. Eu odeio cigarro, e não entendo como as pessoas podem fumar. Sério, como? Não me venha dizer que é o vício, porque ninguém nasceu viciado. Você começou a fumar porque acha que é cool fumar. Generalizando? Sim, eu sei que só por essa frase vão cair matando. Mas essa é a minha impressão.

Agora queria saber como alguem pode se achar no direito de prejudicar a vida das pessoas? Todo mundo sabe dos males do cigarro, e mesmo que esses não existam, quem gosta daquele cheiro? Fumante gosta daquela fumaça nas baladas? Seu olho não arde? As suas roupas não fedem? Seu cabelo não fede? Você é imune ao cigarro? Ou você acha que parecer cool é mais importante que tudo isso? Quero dizer que a lei não beneficia apenas aos não-fumantes, pois todos vamos ganhar, e o fato de você ter que se locomover para um local aberto não vai piorar em nada a sua vida. O problema é se tiver que andar muito, ou subir escadas, você pode num ter folego, mas aí é só parar de fumar. Sem falar dos funcionarios que trabalham nesses ambientes, como é mostrado na propaganda.

O engraçado é ver os fumantes tentando achar argumentos contra a lei, nessa ânsia de defender seu vício acabam saindo do foco, que é o fumo e o cigarro, chegando a argumentar coisas que não estão ligadas ao problema. A questão da liberdade é a campeã, em seguida vem a comparação com outras fumaças, como dos carros e ônibus. Será que ninguém sabe que não pode justificar um erro com outro erro?
Gostaria de saber porque o fato dos carros poluírem permite que eu, enquanto estiver em um restaurante, ou em uma balada, não possa respirar melhor, ou você já viu um ônibus em uma balada?

Caso você não saiba, a poluição na rua é infinitamente menor que em uma balada de são paulo.

ambiente12

Isso você pode ver nessa reportagem da veja São Paulo: “Nosso ar está uma vergonha“.

O mais engraçado é que São Paulo não é a primeira nem vai ser a última cidade a proibir o fumo, Paris, Londres, São Francisco, Nova York também tem leis muito parecidas. Discordo na parte onde essa lei infringiria a liberdade das pessoas principalmente porque vejo que a lei cai sobre o estabelecimento e não sobre o fumante, este que deveria ter consciência de seus atos e ter noção que muitos não gostam do seu vício, nesse mundo ideal essa lei não seria necessaria. Talvez a nossa lei seja um pouco mais rígida e pesada, mas todo mundo sabe que aqui no Brasil é tudo ou nada. Caso você não saiba, mesmo antes dessa lei, o cigarro já era proibido em muitos lugares, mas não funcionava, infelizmente, como já alertava essa outra reportagem.

Por mim todos vocês podem fumar a vontade, fumem muito, na sua casa, no seu carro, na rua, sei lá onde, mas não vá pedir indenisação, num vá se enfiar em hospitais, num me venha reclamar de seus problemas causados por uma coisa que você escolheu. E logicamente não tente me levar junto, mesmo porque, agora, em São Paulo, vocês vão me respeitar por bem ou por mal.