Jul 24 2007
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Desrespeito III

No Engenhão, torcida brasileira volta a perturbar atletas estrangeiros

Depois de derrubar um ginasta da barra e causar um tumulto entre atletas no judô, foi a vez da torcida brasileira marcar presença nas provas disputadas no estádio João Havelange. No atletismo, porém, a estratégia foi usar as já famosas vaias aos estrangeiros.

Na disputa do salto com vara, vencida pela brasileira Fabiana Murer, a norte-americana April Steiner foi fortemente vaiada a cada tentativa de salto, e não conseguiu avançar dos 4,40 m. Do colchão, April gesticulava em direção à arquibancada, incrédula. A cubana Yarisley Silva, então, foi longamente aplaudida a cada falha. O tormento foi tanto, que até a canadense Dana Ellis deixou a competição sem acertar nenhum salto.

O locutor do estádio até tentou amenizar a situação das atletas, e pediu em diversos momentos para que a torcida não vaiasse, mas ovacionasse também os estrangeiros. Mas a tentativa de boas maneiras não obteve sucesso, e os gritos e vaias prosseguiram até o fim das provas desta segunda.

“Foi até um pouco chato, porque elas ficavam rindo, de nervoso, e diziam: ‘Não acredito nisso, eles torcem muito, estão muito do seu lado, assim não dá’, mas acho que levaram na brincadeira. Ao menos, é o que eu espero”, comentou Fabiana Murer que, por sua vez, foi muito incentivada a cada salto.

“Acho que elas não estão acostumadas com isso, mas já devem ter percebido que no Brasil as coisas são um pouco diferente. Eu fiquei até um pouco com pena da canadense, porque isso desconcentra mesmo, todo mundo gritava muito. Acho que a prova fica até mais bonita quando mais gente acerta, né?”, disse a brasileira, que também sentiu o peso da pressão. “Todo mundo me chamava, gritava, fiquei muito ansiosa. Ainda bem que soube controlar isso direito.”

O técnico da brasileira, Elson Miranda, desconversou. “Não se vê esse tipo de coisa em nenhum outro lugar do mundo. Mas aqui é assim, é o que acontece”, limitou-se a dizer.

Quem conseguiu reverter a situação a seu favor foi a norte-americana Sara Slattery, que elogiou os brasileiros. “As pessoas estão de parabéns. É muito bonito o que fazem, de incentivar. Eu mesma fiquei mais motivada de correr aqui”, disse a vencedora dos 10.000 m.

Fonte: UOL.

Torcida envergonha atleta brasileiro
Ivan Silva diz estar decepcionado com a postura do povo nas arquibancadas

Enquanto alguns atletas brasileiros exaltam o comportamento da torcida, outros criticam. Ivan Silva, que terminou em sétimo lugar na prova de decatlo desta terça-feira, disse estar envergonhado com a postura do público que esteve presente ao Engenhão. Para ele, as vaias foram um desrespeito com os outros atletas.

- Achei uma falta de educação. Você vai para qualquer lugar no mundo e não vê o que essa torcida está fazendo aqui. É uma vergonha isso. Me sinto constrangido – diz o atleta.

As críticas não param por aí. Ivan, que disse ter tido uma das suas piores atuações do últimos tempos, ainda culpa a postura da torcida brasileira por ter ido mal na competição.

- Um dos motivos para eu ter tido um resultado ruim foi essa torcida. Passei praticamente a competição toda tentando justificar para os outros atletas a postura dos brasileiros. Eles estavam impressionados, ficavam me perguntando o que estava acontecendo.

Para Ivan Silva, o sonho de uma Olimpíada aqui no Brasil vai ficar mais distante depois disso.

- Todo mundo falou tanto da organização e da segurança, mas está tudo ótimo. A única decepção é essa torcida. O Brasil nunca mais vai conseguir trazer uma grande competição por causa disso. A mentalidade do povo brasileiro tem que mudar muito para que seja realizada uma Olimpíada aqui.

Já o atleta jamaicano Maurice Smith, vencedor da prova de decatlo desta terça, minimizou o problema.

- Eu só fiquei me perguntando o motivo para eles estarem gritando tanto. Mas não me senti afetado. Acho que não estavam me vaiando.

Fonte: GloboEsporte.com.

Haja educação!

Para receber os Jogos Olímpicos é preciso, também, ter educação.

Se não bastasse o que houve ontem no judô, hoje, no Engenhão, cada vez que a norte-americana ia saltar para tentar superar a brasileira Fabiana Murer, que foi brilhante no salta com vara, a torcida a vaiava.

Bem de acordo com o que Oscar, o “Mão Santa”, fez na ginástica, ao gritar “vai cair, vai cair!”, para cada ginasta estrangeiro.

Custa crer que Oscar tenha agido assim e é lamentável que linda medalha de ouro ganha por Fabiana tenha tal mancha.

Fonte: Blog do juca.

E mais uma vez o Brasil se queima. Parece que dessa vez até a alguém tentou ensinar os “sem noção”, mas sem sucesso. Também, depois de tanto tempo, agora o publico já se acostumou a ser mal-educado. Uma coisa é torcer, outra é atrapalhar.
Mas ainda não entendo porque ninguém fala umas verdades para esse povo.. medo? De que? Estão errado mesmo, o Oscar falar uma merda dessa também?!

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